Ensaio de Nélio Silzantov sobre os desafios da literatura em Vitória da Conquista

Um olhar mais atento para o cotidiano da literatura conquistense revela um costume peculiar na cena local, semelhante a uma Endogamia literária, uma espécie de círculo vicioso onde todo mundo publica, mas ninguém se lê nem tampouco dialoga com o mundo externo. Este fenômeno, que também poderíamos chamar de Tradição não-oficial, nasce em uma cena que se repete, invariavelmente, da seguinte forma: o autor publica, organiza um lançamento para os íntimos e espera que a sua consolidação e reconhecimento aconteçam por osmose.

Em um cenário assim, o que não falta é a crença de que a obra possui uma mística própria capaz de romper fronteiras sem esforço logístico ou estratégico, que o reconhecimento é um fenômeno metafísico, e não um processo de construção de rede e trabalho contínuo, preferindo produzir para si e para os seus, esperando reconhecimento externo sem nenhum movimento efetivo de saída. Raros são aqueles que enviam suas obras para algum crítico distante, e mais raro ainda é a procura por algum conterrâneo verdadeiramente comprometido com a análise crítica e o desenvolvimento da cena literária local. Mas a maioria segue acreditando, ingenuamente, que a obra andará sozinha ou que, no devido tempo, o mundo se dará conta da sua genialidade. Enquanto isso não ocorre, a falta de notoriedade ecoa em suas lamúrias sobre a difícil jornada dos pequenos escritores no interior da Bahia.

Enquanto autores de outras regiões seguem atentos à dinâmica real do circuito nacional em busca de leitores qualificados (críticos, escritores renomados, revistas e jornais especializados, influencers, ou mesmo a participação em prêmios literários relevantes), em Conquista ainda impera a ideia romântica de que publicar é um ato solitário e suficiente. E nisso chegamos a dois fatos curiosos sobre a literatura conquistense. Primeiro, quando um escritor recebe um livro de outro escritor (e isso raramente acontece, exceto em caso de escambo ou venda direta), a reação padrão não é a leitura compartilhada ou um breve comentário que seja, mas um silêncio eloquente, como se tal gesto fosse elevar o outro de tal maneira que a sombra dele recairá sobre si, ocultando-o para os demais leitores. O segundo ocorre quando os escritores se contentam em alimentar a cena com o mero conchavo de reconhecimento mútuo, transformando-a em um minúsculo grupo de amigos talentosos que se aplaudem mutuamente. Assim, o reconhecimento mútuo é obtido pela afabilidade dos pares, e não pela qualidade estético-literária, criando um ciclo onde todos são “geniais” dentro da cidade, mas sem grande relevância fora dela, garantindo apenas manutenção de status quo doméstico.

A materialidade literária como travessia

É fato inconteste para qualquer historiador da Literatura Conquistense a importância dos jornais como primeira fonte de circulação da produção literária local, com a publicação de poemas, contos, crônicas, etc. No entanto, quando olhamos para uma difusão mais ampla dos vestígios dessa produção, percebemos que o suporte jornalístico, por sua própria natureza, impõe uma barreira geográfica e temporal que impede o levantamento de inúmeras questões. O jornal é um veículo de urgência, umbilicalmente ligado à localidade e ao cotidiano imediato de sua circulação; ele registra o pulsar do momento, cujas edições se sucedem umas às outras e dificilmente são revisitadas, além de, muitas vezes, confinar o texto às fronteiras da cidade ou da região. Em contrapartida, a transição dessa produção para o livro físico altera radicalmente a dinâmica da cena literária local, na medida em que o livro atua como um veículo de longo alcance, capaz de romper o isolamento do espaço físico e projetar a voz autoral para além das fronteiras.

No campo de análise da cena literária local a partir das publicações de livros, o mapeamento do Foro Literário Sertão da Ressaca identifica, até o momento, Alina – Romance de costumes sertanejos (1917), de Hormindo Cunha1, como a primeira obra publicada por um autor conquistense e, por conseguinte, seu marco histórico mais relevante. Essa mesma pesquisa observou um crescimento expressivo na produção literária ao longo das décadas, saindo de apenas uma obra publicada em 1917 para 155 obras na década de 2020. A produção se manteve modesta até os anos 1960, com oscilações entre 3 e 8 obras por década. A partir dos anos 1970, há uma inflexão significativa, com um salto para 22 publicações, seguido de uma expansão expressiva nas décadas seguintes: 61 nos anos 1980, 52 nos 1990 e 65 nos 2000. Esse ritmo se intensifica no século XXI, alcançando 81 publicações na década de 2010 e culminando em 155 na década de 2020, evidenciando a consolidação e o forte crescimento da atividade literária em Vitória da Conquista.

Essa dinâmica pode ser parcialmente compreendida à luz de marcos históricos da vida literária local. Ainda em 1938, com a posse dos membros da Ala das Letras, em 9 de outubro, já se delineava um movimento de organização e valorização do fazer literário na cidade. Nesse mesmo horizonte, insere-se o reconhecimento obtido por Camillo de Jesus Lima, em 1942, com o livro Poemas, agraciado com o Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras, reforçando a projeção da produção local para além do âmbito regional. Parece conveniente dizer que, embora seja relativamente modesto, a década de 1940 registra o primeiro salto perceptível no volume de publicações locais, quase triplicando os lançamentos das décadas anteriores. Depois de algumas estabilidades e recuos, a década de 1970 mais que dobrará o número de publicações e na década seguinte ocorrerá o primeiro boom literário, a partir da fundação da Academia Conquistense de Letras (ACLetras), em 3 de setembro de 1980, e do surgimento da Primeira Onda da escrita feminina na literatura conquistense2, revigorando esse processo como importantes vetores de estímulo à produção, à circulação, ao reconhecimento das obras e à consolidação de seus autores.

Já na virada do milênio, outros fatores passam a impulsionar de forma exponencial o número de publicações, fazendo com que ele não apenas cresça, mas, em muitos casos, multiplique-se em relação às décadas anteriores. Esse movimento se relaciona tanto a transformações mais amplas do mercado editorial, como a modernização dos processos gráficos, o barateamento dos custos de produção e a ampliação das possibilidades de autopublicação, quanto a marcos simbólicos da cena cultural conquistense. Como, por exemplo, a criação do Concurso de Obras Artístico-literárias da UESB – Prêmio Prof.ª Zélia Saldanha, instituído no ano de 1999, com o objetivo de difundir obras inéditas, em língua portuguesa, de autores domiciliados na Região Sudoeste da Bahia; cuja primeira edição, realizada em 2000, premiou as obras Ponte do Cristal, de Ivan Estevam Ferreira, e Malungos e Vapores & Outros Poemas, de Elder Oliveira. Outro marco simbólico deste período é a premiação de Auto da Gamela, de Carlos Jehovah e Esechias Araújo Lima, com o Prêmio Braskem de Teatro de melhor direção em 2007, destacando-se como um ponto de inflexão, ao projetar a produção local para além da Região Sudoeste e contribuir para o reavivamento de uma dinâmica literária mais efetiva e pujante.

Na década de 2020, por sua vez, novos vetores dão impulso a esse crescimento, destacando-se a criação do Grupo de Escritores Conquistenses, em 2022, do Foro Literário Sertão da Ressaca, em 2023, e o surgimento nos anos seguintes de iniciativas e coletivos como o projeto Elas in Versos, a comunidade Palavrilhas e o grupo Elas Escrevem, entre outros, que ampliam os espaços de troca, leitura e estímulo à produção literária. Soma-se a isso a repercussão das obras BR-2466 ou a pátria que os pariu (Penalux, 2022), de Nélio Silzantov, semifinalista do Prêmio Jabuti de Literatura — feito inédito para a cidade em 65 anos da premiação, instituída pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em 1958 —; e a presença de Carlos Lins entre os finalistas da 2ª edição do Prêmio Candango de Literatura 2025, com seu romance Bagaço verde-cana (Patuá, 2024), ambas atuando como elementos simbólicos de projeção nacional e incentivo local para outros escritores. Outro marco simbólico-cultural de incomensurável relevância foi a realização da primeira edição da FliConquista (Feira Literária de Vitória da Conquista), organizada pelo Coletivo Barravento, sob curadoria de Ester Figueredo. Um evento que celebrou a herança literária local, fortaleceu redes de sociabilidade entre autores, editoras e agentes culturais, impulsionou a economia criativa e consolidou a cidade como um polo vibrante de efervescência cultural e intercâmbio de saberes.

Por menor que pareça o impacto causado pela criação do Grupo de Escritores Conquistenses na constelação desses fenômenos, esta foi a primeira ação não-institucional capaz de reunir um grande número de escritores – chegando a ter mais de cem membros em menos de um ano de existência –, tornando o convívio, ainda que virtual, numa vivência comunitária ininterrupta. Isso possibilitou a ampliação do debate sobre a cena literária local e nacional, bem como sobre as próprias questões que atravessam o fazer literário, além de promover a circulação de informações, orientações e discussões qualificadas, inclusive no que diz respeito aos prêmios literários. Por outro lado, é importante sinalizar que, entre 2025 e 2026, ocorre a saída de alguns membros desse grupo (alguns com intensa produção literária e projeção nacional), o que acarretou, ainda que indiretamente, em certos desdobramentos da cena local.

Cabe observar ainda, neste período, o surgimento ou reconfigurações de alguns fenômenos literários, com um viés mais experimental e independente, ou mesmo algumas experiências literárias underground, como ocorreu no caso da “Geração Mimeógrafo” na década de 1970 e como se observa hoje na circulação de zines e livretos produzidos pelo selo T.S.K_A.C.E e textos publicados na revista FLORES, evidenciando estratégias recorrentes de circulação à margem dos circuitos editoriais tradicionais. Nesse contexto, tais práticas operam como formas de democratização do acesso à publicação, sobretudo para autores iniciantes, ao mesmo tempo em que favorecem a experimentação estética e a constituição de redes locais de leitura e troca. Entretanto, assim como no caso dos jornais impressos de outrora, seu alcance restrito e o caráter frequentemente efêmero de sua materialidade tensionam sua permanência e reconhecimento no campo literário, uma vez que escapam, em grande medida, aos mecanismos formais de legitimação, circulação ampliada e preservação em acervos. Ou seja, embora contribuam para o adensamento da produção e para a vitalidade da cena local, esses suportes também evidenciam os limites estruturais que ainda condicionam a exteriorização da literatura para além do âmbito local, revelando o descompasso entre a intensidade da produção e sua efetiva projeção e memória.

No extremo oposto dessas produções marginais, a publicação de livros solos e a submissão destes ao crivo dos prêmios literários transcendem o mero reconhecimento individual, consolidando-se como uma ferramenta estratégica para a construção de carreiras, abrindo portas para editoras, tradutores e leitores. Conforme a dinâmica supracitada sobre a evolução das publicações e a relação com os prêmios literários (nos casos de Esechias Araújo Lima, Carlos Jehovah, Nélio Silzantov e Carlos Lins), ainda que tais fenômenos não estabeleçam um nexo de causa e consequência, os prêmios literários configuram-se como fatores relevantes na estruturação e no fortalecimento da cena literária conquistense ao longo do tempo. Especialmente no que diz respeito à afirmação de vozes emergentes e à legitimação de autores iniciantes.

É o que sugere uma breve análise dos primeiros dados coletados sobre as publicações em Conquista entre 2015 e 20263, período em que se encontra disponível na internet a catalogação das obras inscritas no Prêmio Oceanos de Literatura, de onde se observa que, das 195 obras publicadas por escritores conquistenses nesse período, apenas 49 foram inscritas no Prêmio, o que totaliza 146 obras não-inscritas — um número expressivo, negativamente, considerando a relevância do prêmio, a acessibilidade e os desdobramentos que uma eventual premiação proporciona aos vencedores.

Em termos comparativos, o ano de 2024 figura como o mais prolífico da literatura local, registrando 42 obras publicadas, das quais 20 foram inscritas na edição de 2025 do Prêmio Oceanos (isto é, livros publicados de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2024). Neste sentido, se 2022 e 2023 representam o período decisivo de uma nova efervescência da literatura conquistense, 2024 e 2025 representam um período de colheita do que fora plantado anteriormente.

O segundo dado observado na presente pesquisa revela que, entre os escritores que se inscreveram no Prêmio Oceanos, ao longo das edições de 2018 a 2026, destacam-se (em ordem alfabética): Ana Luz, Aurelio Ricardo Filho, Baktalaia Leal, Bia Lile, Caio Aguiar Sirino, Carlos Lins, Chirles de Oliveira, Cristina Leilane Fernandes, Fernanda de Moraes, Fernanda Quadros, Fernando Brito, Ian Carvalho, Jonathan Inácio, Juliana Pithon, Karla Lima, Linauro Neto, Lucas Novaes, Luiz Edmundo Alves, Morgana Poiesis, Natanael Oliveira do Carmo, Nélio Silzantov, noi soul, Paulo Henrique Medrado, Pawlo Cidade, Querino, Ramona Azevedo e Ybeane Campos Moreira.

Para fins de uma análise mais segura sobre a década em questão, resta observar nos demais prêmios (como Jabuti, São Paulo de Literatura, Sesc, Biblioteca Nacional e Prêmio Kindle) a recorrência ou a falta desses nomes para identificar se há um capital literário em formação entre eles ou se este não passa de um fenômeno restrito ao ecossistema do Prêmio Oceanos. Já que em outros certames, as taxas, a burocracia ou a necessidade de iniciativa individual do escritor (sem intermediação editorial) podem funcionar como fatores restritivos. O cruzamento desses dados revelará se estamos diante de uma nova geração de autores empenhados em se consolidarem no cenário nacional ou apenas diante de aparecimentos ocasionais, providenciados pelas editoras.

Seja como for, essa efervescência produtiva esbarra ainda em outra questão, relativa ao isolamento crítico, muitas vezes agravado por uma atuação editorial limitada e por um sistema de circulação fechado em si mesmo. É justamente diante deste cenário que a presente análise traz como objetivo problematizar o papel fundamental dos prêmios na projeção do escritor e apontar os desafios impostos por uma endogamia literária que, ao evitar o crivo externo, compromete, de uma forma ou de outra, a densidade estética e a inserção da literatura local no cenário nacional.

O terceiro dado obtido no levantamento do Foro Literário identificou a existência de um padrão relevante nas inscrições aos prêmios, cuja maior parte foi realizada por editoras que assumem essa etapa como parte de sua política editorial. Nesses casos, a submissão das obras não fica a cargo do autor — que, por vezes, sequer acompanha ou conhece plenamente os trâmites desses certames —, mas é conduzida pela própria editora, como desdobramento do trabalho pós-publicação e da gestão ativa de seu catálogo. Editoras como Caravana, Chiado, Folheando, Libertinagem, Litteralux (ex-Penalux), M.inimalismos, Manufatura das Letras, Mondrongo, Opera Editorial, Patuá, Primata, Toma Aí Um Poema, Urutau, Viseu e Xará, demonstram esse perfil mais propositivo, ao integrarem a inscrição em prêmios às suas estratégias de circulação e consolidação das obras. Também foram identificadas inscrições realizadas diretamente por autores, sobretudo em casos de autopublicação, embora em número significativamente menor.

Se por um lado, a baixa adesão aos prêmios literários pode, em alguma medida, ser atribuída ao desconhecimento e ao desinteresse de alguns autores, por outro, essa mesma questão torna ainda mais evidente o problema relacionado à atuação limitada de algumas editoras. Quando essas casas editoriais se restringem ao ato de publicar, sem assumir a circulação e a projeção de suas obras, acabam transferindo ao escritor uma responsabilidade que, em muitos casos, deveria ser compartilhada — é salutar enfatizar que nenhuma editora conquistense aparece como responsável por inscrições ou como representante de obras no Prêmio Oceanos de Literatura (o que por si é outro dado bastante significativo). Nesse cenário, a ausência de iniciativas como a inscrição em prêmios, o envio para a crítica especializada e outras ações de pós-publicação revela um modelo de atuação mais próximo da mera prestação de serviço do que de um trabalho editorial efetivo. Editoras verdadeiramente comprometidas com seus escritores vão além da publicação, enquanto etapa de um processo mais amplo, que envolve acompanhamento, estratégia e inserção no campo literário, contribuindo de forma concreta para a consolidação da carreira de seus autores.

Vale ressaltar que participar de prêmios literários é um caminho que pode oferecer visibilidade e reconhecimento, mas não é um fim em si mesmo. É essencial que cada autor avalie com senso crítico os critérios e as redes por trás desses prêmios, seu prestígio no cenário nacional e os impactos que eles podem oferecer em sua trajetória.

A escrita literária como profissão

Importa igualmente reafirmar que a atividade literária constitui uma carreira que exige método, disciplina, planejamento e inserção estratégica no campo cultural. Tratar a escrita apenas como dom, inspiração ou manifestação espontânea esvazia a dimensão profissional do ofício e pode contribuir para a precarização do escritor e da própria cena literária. Submeter obras à crítica, circular em eventos, participar de prêmios e buscar formas de difusão não deve ser encarado como gestos de vaidade ou atividades insignificantes, mas práticas concretas de trabalho, que integram a construção de uma trajetória profissional consistente. Reconhecer isso é fundamental para que o escritor deixe de ocupar um lugar marginalizado e passe a se afirmar como agente ativo no sistema literário.

A evolução artística é, em grande parte, um processo de sobrevivência ao impacto com o desconhecido. Sem o crivo de quem está fora, o aval de quem está dentro perde o valor de validação estética, se levarmos em consideração que toda obra de arte (e literária!) precisa de resistência para ganhar forma. A produção literária restrita ao circuito local, quando carece de interlocução externa, sofre com a ausência de um sistema crítico rigoroso, ou seja, sem o distanciamento de leitores e críticos que não pertencem ao círculo social do autor, a obra deixa de ser submetida a avaliações imparciais e ao confronto com diferentes perspectivas estéticas. Essa falta de um crivo externo impede que o escritor passe por um processo necessário de amadurecimento e refinamento, por vezes, resultando numa produção carente de rigor formal e densidade intelectual.

Em síntese, o panorama aqui apresentado revela uma cena literária que, embora produtiva e em expansão, ainda enfrenta entraves estruturais para sua consolidação interna e fora do âmbito local. Entre a tendência ao isolamento crítico, a baixa adesão aos prêmios e a atuação editorial limitada, evidencia-se a necessidade de uma mudança de postura em direção a uma maior profissionalização e abertura ao diálogo externo. Sem esse movimento, a literatura conquistense corre sérios riscos de permanecer restrita a si mesma, comprometendo seu potencial de alcance e permanência no cenário literário mais amplo.

NOTAS

1 SILZANTOV, Nélio. Hormindo Cunha e as duas vidas de “Alina” (1917-1984). Revista Fórum Literário, 21 nov. 2025.
2 Vide comentário sobre este fenômeno em “A Condição Feminina na prosa de Heleusa Câmara” (SILZANTOV, 2026, p. 15).
3 A pesquisa analisou o toral 23.027 livros inscritos no Prêmio Oceanos

REFERÊNCIAS

SILZANTOV, Nélio. A condição feminina na prosa de Heleusa Câmara. Revista Foro Literário, Vitória da Conquista, ano 1, n. 1, p. 15-18, mar. 2026. Disponível em: https://revistaforoliterario.com/wp-content/uploads/2026/03/Revista-Foro-Literario-Ano-1-No-1-2026.pdf. Acesso em: 29 abr. 2026.
SILZANTOV, Nélio. Hormindo Cunha e as duas vidas de “Alina” (1917-1984). Revista Fórum Literário, 21 nov. 2025. Disponível em: https://revistaforoliterario.com/2025/11/21/hormindo-cunha-e-as-duas-vidas-de-alina-1917-1984/. Acesso em: 30 abr. 2026.

Nélio Silzantov é escritor, crítico literário e editor-geral da Revista Foro Literário. Indicado ao 65º Prêmio Jabuti (2023) com BR2466 ou a pátria que os pariu (2022). Licenciado em Filosofia, mestre em Estudos de Literatura e doutorando em Educação (UFSCar).


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