A Revista Foro Literário chega ao mundo digital com sua primeira edição (Ano 1, Nº 01, março de 2026) com o “Feminismo de ninguém“, propondo uma reflexão sobre as vozes e a produção feminina.
A edição traz uma grande entrevista com a escritora Rita Santana, que comemora os 21 anos da reedição de Tramela (Editora Villa Olívia). Na conversa com Cristian Sales, Rita reflete sobre o retorno à prosa, os desafios da escrita feminina e o papel da criação como espaço de liberdade e soberania subjetiva.
Na sequência, Lucas Novaes investiga os obstáculos históricos à escrita de mulheres a partir de O Quinze, de Rachel de Queiroz, e questiona: “Pode uma mulher escrever?”.
Fernanda dos Santos entrevista a poeta Viviane Dias, autora de Na curva da boca, que discute ancestralidade, identidade negra e a influência de Conceição Evaristo em sua trajetória.
Nélio Silzantov assina uma crítica aprofundada sobre Mulheres Acorrentadas (1982), de Heleusa Figueira Câmara, analisando a condição feminina na prosa da autora conquistense e sua relevância para a literatura do Sudoeste baiano.
A edição também traz uma resenha de Lucas Novaes sobre Café das três (2025), de Ybeane Moreira, destacando a poesia do cotidiano e a subjetividade feminina.
No campo dos ensaios, Marília Martins aborda o protagonismo feminino na Costa do Descobrimento, com destaque para a Sociedade de Escritoras da Costa do Descobrimento (SECD) e as feiras literárias FLIJU e FLIT.
Sandra Esteves propõe aproximações entre psicanálise e literaturas indígenas, analisando poemas de Trudruá Dorrico, Ellen Lima e Yacunã Tuxá.
A crônica de Tiago D. Oliveira costura memória, afeto e cidade em torno da figura de Elzinho e da Sereia do Dique do Tororó.
Por fim, Pablo Rios provoca o debate sobre o sentido das festas literárias no Brasil, refletindo sobre democratização do livro, protagonismo da leitura e os riscos da espetacularização.
Boa leitura!

